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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E-mail Do Umbanda Almas e Angolas

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Obrigada E Boa Leitura.



Fitas adesivas me protegem de alguma carga negativa?


  Serio Pessoal? Bem este é um poste de um médium que quis compartilhar com vocês...
Outro dia quando conversava com uma amiga minha, escutei que um médium de um determinado centro, prestando consulta com um “espírito de uma preta velha” disse ao consulente que o mesmo deveria na fase em que se encontrava usar no umbigo uma fita adesiva ou esparadrapo para se evitar perder energeticamente “energia vital”. Recordo-me que algum t
empo atrás em uma das aulas de teologia que eu ministro um aluno novo ainda na umbanda, disse que recomendaram usar fita adesiva também no umbigo antes de entrar no cemitério com a mesma finalidade.

Meus irmãos (ãs) existem coisas que são difíceis de escutar tamanho o anátema em que se envolvem como estas que acabei de citar acima e que são casos verídicos.

Isso coloca a Umbanda em um grau pra lá de baixo, onde o fundamento sagrado da religião se compra em casa de materiais para construção ou ainda em farmácias.

Hoje temos dentro do movimento Umbandista diversas obras sérias onde destacamos o MANUAL DE CONSAGRAÇÕES UMBANDISTAS obra de RUBENS SARACENI inspirados pelos MESTRES DA LUZ editado pela MADRAS EDITORA que nos dão uma idéia bem clara dos elementos litúrgicos que são utilizados dentro da Umbanda e seu fundamento sagrado, mas ainda encontramos pessoas mal informadas dos dois lados, pois se tem quem fala, tem quem faz, sem seguir o preceito de PAULO DE TARSO onde “Tudo me é licito, porém nem tudo me convém…”
Perdemos energia vital de acordo com o nosso padrão vibratório e moral e fitas sejam quais forem não vão facilitar nada a nossa vida.

Nós comemoramos no ultimo domingo 101 anos de Umbanda o que acredito seja um motivo de vergonha para o CABOCLO DAS 7 ENCRUZILHADAS, observar o que certos “médiuns” e claro não todos, fazem usando o nome de uma religião que ele abriu ao plano terrestre, onde a máxima é “UMBANDA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE.”

Como na lei de evolução tudo progride, mesmo que a passos lentos, temos fé que estes conceitos mudem um dia e ai entra esta nossa pequena colaboração que esta desprovida de desejarmos daqui alguns anos nos lançarmos em uma candidatura em algum cargo publico ou mesmo de criarmos regras dentro da Umbanda do que é sagrado nela, mas sim de resgatarmos este lado sagrado, promovendo assim o respeito com nossa religião.

Fitas não bloqueiam nada, somente a mente de quem ainda se prende a tais dogmas absurdos.

• Pensamento elevado, em sintonia com os Orixás e guias e guardiões de luz.
• Exercício contínuo da moral através de boas leituras, estudos e acima de tudo práticas de caridade com o seu semelhante.
• Usar o bom senso em tudo o que for fazer levando o nome da Umbanda e sempre questionando o que não lhe parecer racional.
Estas sim são práticas que evitam a perda de energia, pois colocarão você em outra sintonia e prevalecerá o “diga-me com quem tu andas e direi quem tu és”

Sugerimos como apoio de leitura, o livro MENSAGEIROS de autoria espiritual de ANDRÉ LUIZ, com psicografia de CHICO XAVIER, onde não exemplifica esta ou aquela religião, mas nos mostra erros que na condição de médiuns fazemos todos os dias quando não há uma postura doutrinária e acima de tudo um bom senso no que fazemos.

Que todos possam refletir e tirarem suas próprias conclusões.




terça-feira, 14 de agosto de 2012

Nanã





   A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. O único Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum  por ser o dono dos metais. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri - um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.

Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem a este grande orixá.

Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.
Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
O Movimento adquire Estrutura.
Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.

Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.

Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido.

Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Ọxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.

A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo.

Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino - e a responsável por esse período é justamente Nanã. Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem a invoca em geral sempre a mesma relação austera que mantém com o mundo.

Nanã forma par com Ọbaluaiê. E enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.

Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso amado pai Ọbaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.

Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Ọxossi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Ọxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.

Quando dança no Candomblé, ela faz com os braços como se estivesse embalando uma criança. Sua festa é realizada próximo do dia de Santana, e a cerimônia se chama Dança dos Pratos.







Origem


  Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubá, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida.

Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nanã (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá.

É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Ọbaluaiê) e Oxumarê.





Umbanda

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada.

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.

Nanã forma com Obaluaiê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Iansã e Ọmọlú são regidos por magnetismos "terra pura", enquanto Nanã e Obaluaiê são regidos por magnetismos mistos "terra-água".

Obaluaiê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna "úmida". Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.

Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução dos seres. Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá reencarnar, Obaluaiê o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado.

Este mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do óvulo pelo sêmen, é regido por nosso amado pai Obaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Ọxossi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Ọxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Iemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos. Nas "linhas da vida", encontramos os orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres.

Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca perder suas qualidades "água-terra".







Características
Animais: Cabra, Pata e Galinha (brancas)
Bebida: Champanhe, Água tônica (Almas e Angola)
Chakras: Frontal e Cervical.
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata Doce. Aberum. Mungunzá. Dóbóró, Ebó.
Cor: Roxa ou Lilás. Em algumas casas branco e Roxo
Data Comemorativa: 26 de Julho
Dia da Semana: Terça Feira
Elemento: Água 
Essências: Lírio, Orquídea, Limão, Narciso, Dália.
Fios de Contas: Contas, Firmas e Miçangas de Cristal Lilás
Flores: Todas as Flores Roxas 
Incompatibilidade: Lâminas, Multidões.
Instrumento: Ibiri
Metal: Nenhum 
Número: 13
Pedras: Ametista, Cacoxenita, Tanzanita, Feldspato
Planeta: Lua e Mercúrio 
Pontos da Natureza: Lagos , Águas profundas , Lama, Cemitérios, Pântanos.
Saudação: Saluba Nanã
Saúde: Dor de Cabeça e Problemas do Intestino 
Símbolo: Chuva , Ibiri
Sincretismo: Nossa Senhora Santana 






Folhas 
  • Bananeira
  • Jaca
  • Melancia 
  • Melão
  • Uva 
  • Agapanto 
  • Agapanto Lilás 
  • Angelim Amargoso 
  • Altéia 
  • Avenca 
  • Batatinha
  • Cedrinho
  • Cipó
  • Erva de Passarinho
  • Gervão Roxo
  • Inhame Selvagem 
  • Língua de Galinha 
  • Jupati
  • Mãe Boa 
  • Malva Rosa
  • Manacá 
  • Milho Alho
  • Pata de Vaca 
  • Pata de Vaca Rosa
  • Pata de Vaca Roxo
  • Quaresma 
  • Salsa Brava 
  • Salsa da Praia 
  • Sete Sangrias 
  • Viuvinha 
  • Embaúba 
  • Malva Roxa
Sincretismo





Atribuições

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada.

Qualidades ou Tipos de Nanã

Todas as Nanã parecem se destacar pela falta de beleza, pela ausência de feminilidade, pela seriedade e a austeridade, assim pelo caráter velho, independentemente de sua idade real, diferem-se uma das outras pelo grau de agressividade:


  • Iyabahin: É uma das qualidades mais temida. (Orixá da varíola). Uma qualidade que veio de Daomé, usa o vermelho (representa um tipo de mulher sem beleza e sem graça, pesada, desajeitada, o que representa mais a sua idade) ligada a terra, ela apresenta traço com Odudowá, é rabugenta, vingativa e implacável em rigorosos principios morais, guardiã, severa dos bons constumes, zela em particular pela honestidade e o respeito pela palavra dada. Extraordináriamente trabalhora e eficiente, mas intolerante e invejosa. A prosperidade alheia para ela é uma provocação, não importa o luxo, o ócio, a vaidade. Seus hábitos são áusteros, despojados, e ela não admite brincadeiras. Geralmente não gosta de homens, representa o tipo de viúva ou da desquitada, que trabalhou a vida inteira para educar os filhos. Iyábahin é inegavelmente um tipo autoritário, agressivo e dominador.
  • Obaya ou Obáíyá: É ligada a água e a lama. Mora nos pântanos; usa contas cristal vestes lilás e veio do país Baribae. Obayá constitui, como o precedente um tipo de mulher desprovida de encantos, austera, velha por temperamento. Independentemente de sua idade cronológica. É fechada, introvertida e calma. Lenta para irritar-se, e mais lenta ainda para perdoar e esquecer. Leal e honesta, não tolera imoralidade, mentira, nem traição. Sabe guardar segredos e odeia indiscrição. Não tem vida sexual ou amorosa. Mas é um tipo simpático e mais meigo que Iyábahin, é maternal, carinhosa, sábia, mãe e avó gemerosa e devotada. Ama profundamente as crianças e é boa educadora.
  • Adjaoci ou Ajàosi: É uma Nanã guerreira e agressiva que veio de Ifé, as vezes confundida com Obá. Mora nas águas doces e veste-se de azul. Também representa um tipo de mulher sem beleza e sem juventude, trabalhadora e combativa séria, perseverante, sem vaidade, boa cozinheira, boa educadora, uma tia ou uma avó eficiente e prestativa, mas severa. Situa-se a meio caminho entre a rigidez de Iyábahin e a meiguice de Obayá.
  • Opará: Veio de Ketu. É a mãe de Omulú, ligada a terra, temida, agressiva e irascível. Constitui um tipo bastante parecido com Iyabahin
  • Ajapá: (Guardiã da Mata), é um Orixá bastante temido, ligado a lama e à morte, e a terra. É associada às profundezas da terra, aos mistérios da morte e do renascimento. Destaca-se como enfermeira; cuida dos velhos e dos doentes, toma conta dos moribundos. Nela predomina a razão, a providência, a economia, a tendência a adquirir e acumular bens.
  • Buruquê: Também é chamada OLÚWAIYE (senhora da terra), ou OLÒWÓ (senhora do dinheiro) ou ainda OLUSEGBE. Este Orixá veio de Alomey; ligado à água doce dos pântanos, usa um ibirí azul. É uma das qualidades mais conhecidas de Nanã, bastante semelhante a Ajaosi, o tipo que ela representa é de uma mulher boa, simples, discreta, sem vaidade, maternal e generosa mas severa e pouco paciente.
  • Nanã Abenegi: Dessa Nanã nasceu o Ibá Odu, que é a cabaça que traz Oxumarê, Ọ̀ṣọ́ọ̀si Olodé, Ọya e Yemanjá.
  • Nanã Asainan: Provisoriamente sem dados inerentes a este caminho do Orixá Nanã.
  • Nanã Omilaré: É a mais velha, acredita-se ser a verdadeira esposa de Oxalá. Associada aos pântanos profundos e ao fogo. É a dona do universo, a verdadeira mãe de Omolu Intoto. Veste musgo e cristal.
  • Nanã Savè: Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de búzios.






Características dos Filhos de Nanã


  Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros.

  Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.

Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, mantém-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

  Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc.

Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm.

  Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade.

O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero. Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social.






Lendas de Nanã

Como Nanã ajudou na Criação do Homem

Dizem que quando Ọlọ́run encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Ọlọ́run ele caminhou. Com a ajuda dos Orixá povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu.




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mediunidade de Ogãs



Mediunidade de Ogã ( A importância do Atabaque )

Os atabaques são sagrados e tem a capacidade de atravez de seus toques e vibrações convocar os Orixás a terra.
São codigo de acesso e chave para o mundo espiritual.

Ser Ogã é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do congá, tocando músicas bonitas para as entidades, médiuns e assistentes.

Ser Ogã é participar de forma efectiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, concentração, responsabilidade e mediunidade. Sim, mediunidade. O Ogã também é médium, sabia?

É o médium responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação e equilíbrio harmónico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogã pode incorporar, porém a sua mediunidade manifesta-se normalmente de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta principalmente através da sua intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais onde os Guias responsáveis pela toque e pelos cantos imantam os seus médiuns, tal como fazem os demais, e comandam todo sector da curimba.





Esses mestres da música actuam activamente, mas de forma pouco perceptível à grande maioria dentro do ritual de Umbanda e, muitas vezes, são poucos lembrados ou sequer é conhecida a sua existência. Mas não é verdade que todos os Guias da casa saúdam “os atabaques” quando incorporados nos seus médiuns? Na realidade, eles estão saudando seus “colegas” anónimos[1] de trabalho, a magia e força lá assentada e que se manifesta através dos seus médiuns (Ogãs) que os representam junto ao atabaque.

Porém, às vezes, essa actuação “passiva” desses guardiões do mistério do som torna-se “activa” e acontece uma espécie de “incorporação”: o Ogã toca um ponto ou um toque por ele até então desconhecido e depois esquece-o. Isto deve-se ao facto de todos os Ogãs trabalharem de forma activa e mediúnica em parceria com esses mentores, profundos conhecedores dos mistérios do som ou da música.

Os atabaques, quando devidamente consagrados e activados pelos Ogãs, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogã como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins.





  Muitos são os trabalhadores espirituais anónimos dentro do ritual de Umbanda, pois não são apenas os Guias de trabalho, aqueles que incorporam, que lá actuam. Existe toda uma corrente espiritual actuando, desde o lado exterior do Templo até chegar aos que estão manifestados na matéria, dando seus conselhos e “receitas”. Não pense que ao estar sentado na assistência esperando a sua vez de ser atendido não está sendo trabalhado e ajudado. Por isso, se é frequentador de um Templo de Umbanda, comporte-se de maneira a receber essas vibrações que o acompanham desde o momento que você entra no Templo até sair (muitas vezes até depois de sair) e interaja com o ritual, cantando, batendo palmas, concentrado em seu “pé de dança” ou simplesmente usufruindo das vibrações emanadas por toda essa corrente anónima no astral. Não fique conversando ou comentando sobre algo ou alguém, deixando a sua vibração distanciar-se das bênçãos transmitidas durante um sessão de Umbanda.




Umbandista de Verdade ou Umbandista de Final de Semana?




Qual você é?

Dentro dos milhões de terreiros espalhados por esse país e pelo mundo, podemos encontrar casas cheias de “médiuns”, todos, ou quase todos, presentes no dia de sessão, afim de cumprir, por mais uma vez sua missão.
 Entretanto, podemos identificar facilmente dois tipos de Umbandistas: O Umbandista Verdadeiro e O Umbandista de fim de semana. Apesar de ser impossível verificar apenas na aparência em qual grupo determinado médium se encontra, as atitudes, os pensamentos e a preparação do adepto deixa claro sua classificação.

Essa classificação deve ser feita intimamente por cada um que se diz “Umbandista”, colocando em uma balança seus atos.
 Mas, “genericamente”, podemos defini-los dessa forma:

"O UMBANDISTA VERDADEIRO", não deixa de ser umbandista quando os atabaques do terreiro param. Ele continua vivenciando sua religião mesmo fora do templo sagrado. Pois sabe que é aqui fora que se deve por em prática todo o ensinamento dados pelos guias na sessão.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA, além de reclamar da duração do trabalho, pois é cansativo ficar em pé algumas horas a cada semana, ou a cada quinze dias, deixa de ser umbandista com o término dos trabalhos. Não vê a hora de ir embora e voltar para sua rotina habitual. Quando indagado sobre sua religião, tem vergonha, esconde, mente ser de outra, e não faz questão nenhuma de por em prática aquilo que aprendeu.

"O UMBANDISTA VERDADEIRO" é aquele que se orgulha de sua religião, não teme assumi-la publicamente, ou ajudar aquele que precisa. É aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais, questionar mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a espiritualidade.

"O UMBANDISTA VERDADEIRO" tem amor à sua casa religiosa, pois entende que é nesse solo sagrado que seus Orixás e seus guias se manifestam, além de ser uma escola onde desenvolve sua mediunidade e aperfeiçoa sua moral. Busca auxiliá-la em tudo que precisa, tem zelo, tem capricho.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA lembra-se de seu terreiro apenas nos dias de sessões, e não se preocupa se tudo está em ordem, ou se a casa encontra-se em bom estado, pois, apenas quer “ficar” aquelas horas ali e ir embora e sempre o mais rápido possível.

"O UMBANDISTA VERDADEIRO" conta os dias para que chegue a próxima sessão. Programa sua vida incluindo os dias de trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia, pois, trata-se de um dia sagrado. E quando chega o dia, o Umbandista verdadeiro desde o momento em que acorda, já está em sintonia com o astral superior, evitando o consumo de bebidas alcoólicas, fumo e fazendo seu banho de descarga.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA quando nota que naquele fim de semana terá sessão, já faz cara feia e pensa “não acredito, isso de novo! Nem deu para descansar”. Qualquer motivo é motivo para não ir ao terreiro. Se o tempo está frio, chuvoso ou muito quente, não vai. Se “não está afim” arruma qualquer desculpa e não vai. Se espirrar, se pegar uma gripe ou resfriado leve, também não vai. E esquece-se, que muitos irmãos doentes procuram nossas casas em busca de alívio para seus males. Qual seria a lógica de um filho de fé não ir, se seria essa a oportunidade de encontrar sua cura? O Umbandista de fim de semana no dia de sessão age como se fosse mais um dia comum. Cultiva vícios, más palavras, más atitudes e intrigas. Não tem noção de que a espiritualidade já está agindo e que seu comportamento prejudica seriamente seu desenvolvimento. O umbandista de final de semana escolhe a gira para ir, quase sempre as giras de esquerda contam com todos os médiuns, nas outra não, porque fazer essa diferença? Esperam algo em troca?

E você? Em qual você é?

Se está na dos Umbandistas Verdadeiros, parabéns, continua buscando o aperfeiçoamento de sua fé e cumprindo sua missão.

Mas, se você está no grupo dos Umbandistas de fim de semana, é sinal que algo em sua vida está errado. Ainda é tempo de mudar! Aproveite essa oportunidade, pois o Reino de Oxalá é grandioso e iluminado, mas temos que merecer estar lá. Todos podem lá chegar, desde que façam sua “reforma íntima”, mudando a maneira de agir e de pensar, confiando mais naquilo que professa, cultivando as coisas positivas, buscando a elevação e entendendo que a Umbanda é a oportunidade que Deus nos deu para corrigir nossos defeitos, livrar-nos de nossos vícios e alcançar o progresso espiritual.

Ou você é Umbandista ou não é! 





Qual a função que a Vela Exerce?




A vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou colocar em ação a “energia ígnea”, tal qual o charuto aceso, o alguidar com álcool, o carvão, etc.

A Umbanda, na sua essência e por ser mágica, trabalha com os elementos da natureza: – água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal e mineral.

A energia ígnea além de transmutar é também um condutor energético. Esta energia é fundamental ao equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida.

Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido em graus Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer à emoção ou aos instintos.

O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas e conseqüentemente nossos pedidos feitos. 





Porque as Entidades Estalam os Dedos?





O Estalar de Dedos

Porque as entidades estalam os dedos? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima, mas esse ato encerra alguns detalhes esotéricos de grande importância.

Como já foi dito nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos que se comunicam com cada um dos chakras de nosso corpo:


- O dedo Polegar tem uma ligação direta com o chakra esplênico; indicador: Chakra cardíaco; anular: Chakra genésico (rádico / Básico); Dedo médio: chakra coronário; uma polegada abaixo do anular o chakra solar e no lado oposto do dedo polegar, no monte de Vênus o chakra frontal.

1. Polegar - polegar, dedão, positivo ou mata-piolho.
2. Dedo indicador - indicador, apontador ou fura-bolo.
3. Dedo médio - dedo médio, dedo do meio ou pai-de-todos.
4. Anelar - anelar, anular ou seu-vizinho.
5. Dedo mínimo - dedo mínimo, dedinho ou mindinho.




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